JACAREPAGUÁ PEDE SOCORRO!
A ocupação desordenada de Jacarepaguá, promovida pelo empresariado da construção civil, agrava de forma irresponsável a infra-estrutura do bairro onde a falta d’água e de energia elétrica já é diária. A rede de esgotos está rompida em diferentes pontos e aumenta a cada dia o número de carros em circulação em ruas onde a engenharia de trânsito é ignorada, multiplicando os engarrafamentos. A notícia é que mais de 40 prédios de apartamentos na área da Freguesia serão inaugurados até o mês de abril próximo.
O CAOS É IMINENTE
O verdadeiro boom imobiliário da Baixada de Jacarepaguá atesta a falta de uma política de trabalho unificado entre os órgãos públicos federal, estadual e municipal e o seu descaso para com os direitos de cidadão de seus moradores. Em Jacarepaguá, a queda de voltagem na rede elétrica é permanente, danificando os aparelhos eletrodomésticos, e o desmatamento na região é diário, tanto que pequenos animais que viviam nessas áreas verdes já são vistos, às dezenas, perdidos no asfalto. Comunidades de sub-bairros, como a Praça Seca, Freguesia, Largo do Tanque, Taquara, Pechincha, Gardênia Azul e Cidade de Deus, dentre outras, que pagam impostos e não são ouvidas em situações abusivas como essa, agravando sua qualidade de vida. Quem são as autoridades comprometidas com essa febre de construções desfigurando a paisagem do bairro? Quem na Cedae, por exemplo, autoriza que se desvie a água de um lugar para outro para atender a interesses imobiliários? É preciso dar um basta a essa corrida desenfreada para Jacarepaguá. O bairro não suporta mais. Não tarda muito e teremos um colapso total. Já passou da hora de haver uma integração da comunidade com o poder público. Mas isso somente ocorrerá se nos mobilizarmos nesse sentido.






